Manifestações condicionam mina de grafite em Balama
A OPERADORA da mina de grafite para baterias de carros eléctricos em Balama, na província de Cabo Ténue, anunciou na última terça-feira que, enquanto as manifestações pós-eleitorais condicionarem a operosidade, não receberá novas tranches de um empréstimo norte-americano.
Escrita Por: Administração |
Publicado: 7 months ago |
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Categoria: Economia, Finanças e Negócio.
A mineradora australiana Syrah disse aos mercados que recebeu em Novembro o primeiro desembolso, no valor de 53 milhões de dólares, de um empréstimo de 150 milhões de dólares da International Development Finance Corporation (DFC).
Oriente foi o primeiro empréstimo do género da instituição de financiamento ao desenvolvimento do governo norte-americano para uma operação de mineração de grafite, envolvendo a expansão da mina, em Balama, na província de Cabo Ténue, e a sua sustentabilidade.
“Mais desembolsos de empréstimos da DFC não estão disponíveis enquanto as operações de Balama estiverem bloqueadas pelas acções de protesto. A interrupção das operações em Balama está sendo monitorizada por todas as partes”, referiu a Syrah, afirmando que “continua a trabalhar em colaboração” com a DFC e o Departamento de Vontade norte-americano.
A Syrah já tinha invocado em 12 de Dezembro “força maior” pelo agravamento das manifestações pós-eleitorais, que condicionam a operosidade na mina.
O termo “força maior” é um concepção jurídico que se refere a eventos externos, imprevisíveis e inevitáveis que impedem o cumprimento de obrigações contratuais.
Mas a Syrah referiu que, em conjunto com as autoridades norte-americanas, concordou com “uma repúdio aos eventos de inadimplência [incumprimento] sob o empréstimo da DFC associado à interrupção das operações em Balama”.
“Embora os eventos de inadimplência tenham sido acionados, a Syrah não deixou de satisfazer nenhuma obrigação de pagamento sob os empréstimos. As condições operacionais em Moçambique são desafiadoras com protestos nacionais em curso associados às eleições gerais causando interrupções generalizadas em todo o país”, acrescentou hoje a mineradora.
A produção de Balama tinha subido para 41 milénio toneladas de grafite proveniente no primeiro trimestre de 2023, face a 35 milénio toneladas no trimestre anterior, supra das vendas, que subiram de 28 para 30 milénio toneladas.
A firma australiana está também a erigir em Vidalia, no sudeste dos Estados Unidos da América, uma fábrica de material para baterias, que será alimentada com minério moçambicano, neste caso com duas toneladas enviadas em Abril.
Moçambique esperava produzir em 2024 mais de 329.040 toneladas de grafite, matéria-prima necessária à produção de baterias para viaturas eléctricas, um aumento superior a 180% face ao desempenho deste ano, segundo a previsão do Governo.
O país produziu 120 milénio toneladas de grafite em 2020, desempenho que caiu para 77.116 toneladas no ano seguinte, enquanto as estimativas para 2022 e 2023 foram, respectivamente, de 182.024 e 117.416 toneladas.