Índice da bolsa de Lisboa sobe 4,8% em março e compensa perdas dos meses anteriores

No final de março de 2021, o PSI-20 atingiu o valor de 4.926,6 pontos representando um crescimento mensal de +4,8%. Este crescimento mensal “apresenta uma banda de variação muito alargada, que oscila entre a subida de 34,8% dos CTT e a queda de 7,7% da Corticeira Amorim”, diz a Mayxield.


Escrita Por: Administração | Publicado: 4 years ago | Vizualizações: 27 | Categoria: Mercado


A Maxyield analisou o comportamento do PSI-20 no mês de março e concluiu que o PSI-20 cresceu 4,8% no mês que acaba de terminar anulando a perda de 4% acumulada nos meses de janeiro e fevereiro.

A Maxyield vê a evolução do PSI-20 com perspetiva de sustentação em torno de 4.800 pontos e de resistência em 5.300 pontos.

No entanto, a evolução do PSI-20 não acompanha o ritmo de crescimento dos mercados internacionais, diz a análise. O índice S&P 500 composto pelas maiores 500 sociedades cotadas na NYSE, apresenta um crescimento anual de 6,4%.

O europeu Stoxx 600 que agrega as 600 maiores sociedades cotadas europeias teve um crescimento de +7,7%. Especificamente o índice espanhol IBEX 35 registou uma recuperação terminou o 1º trimestre deste ano, com um crescimento anual de +6,3%. A Maxyield destaca que na Bolsa de Madrid “é de salientar um bom comportamento do setor bancário e um desempenho negativo do setor energético”. As ações do CaixaBank num ano subiram 25,6%.

No final de março de 2021, o PSI-20 atingiu o valor de 4.926,6  pontos representando um crescimento mensal de +4,8%. “Este crescimento vigoroso corresponde a um aumento anual de +0,6%, tendo permitido anular as perdas acumuladas nos meses de janeiro e fevereiro”, diz a Maxyield.

“O forte crescimento mensal apresenta uma banda de variação muito alargada, que oscila entre a subida de 34,8% dos CTT e a queda de 7,7% da Corticeira Amorim”, diz a Mayxield.

O segundo título que mais subiu em março foi a Sonae (+14,5%), seguindo-se a Ramada (que valorizou 13,5% no mês. Destacaram-se ainda a NOS que subiu 11,% e a Jerónimo Martins que avançou 11,7%.

Já nas quedas, seguiram-se ao grupo Amorim, a Ibersol (que recuou 5,2%) e a Pharol que perdeu 4,4% de valor em bolsa em março.

A Mota-Engil viu o seu valor em bolsa recuar 3,7% em março.

Isto é na variação mensal, mas em termos de variação anual o ranking muda. No final de março verifica-se que 13 títulos apresentavam uma variação anual positiva, com destaque para os CTT (+43,4%), a Semapa que está sob uma OPA (+31,1%), a Altri (+26,5%), a Sonae (+17,7%) e a Novabase (+17,4%), que constituem o top five do ranking de crescimento das cotações.

Por outro lado, há cinco sociedades cotadas que sofreram uma diminuição anual de valor. Em termos de ranking de perdas anuais a EDP Renováveis lidera com uma queda de 20,1%. Depois segue-se a Corticeira Amorim (-12,8%), a Pharol (-6,2%), a EDP (-5,5%) e o BCP (-5,8%).

“Ao longo de janeiro, o PSI-20 sofreu uma evolução sustentável decrescente, após inversão do forte crescimento observado na 1º semana do mês. No mês de fevereiro o índice manteve a tendência decrescente de forma volátil e errática”, diz a Maxyiled.

O mês de março o PSI-20 prolongou a tendência errática de fevereiro, tendo descolado com robustez na parte final, conclui o organização de pequenos acionistas.

 

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