“Programa de Fortificação Atinge 70% da Produção de Alimentos Essenciais”

Pelo menos 70% das farinhas de milho e trigo, óleo e açúcar produzidos em Moçambique são actualmente fortificados, no âmbito do Programa de Fortificação de Alimentos (CONFAM), uma iniciativa implementada desde 2016 para reforçar a qualidade nutricional dos produtos mais consumidos no País.


Escrita Por: Administração | Publicado: 5 months ago | Vizualizações: 62 | Categoria: Economia


A fortificação de alimentos é o processo de adicionar vitaminas e minerais essenciais a alimentos básicos, como farinha, óleo, açúcar e sal, para melhorar a nutrição da população. Isso ajuda a prevenir deficiências nutricionais e promove um crescimento saudável, especialmente entre crianças e grupos vulneráveis. A informação foi avançada pela coordenadora nacional do CONFAM, Eduarda Mungói, durante um evento de avaliação do programa, onde também esteve presente o ministro da Economia, Basílio Muhate. “O objectivo é garantir que os alimentos mais consumidos pela população tenham os nutrientes necessários para o desenvolvimento físico e cognitivo”, explicou Mungói. Desde a sua implementação, o programa já assegurou a fortificação de 13,1 milhões de toneladas métricas de alimentos essenciais, abrangendo as principais indústrias do sector alimentar. Além das farinhas, óleos e açúcares, o programa tem vindo a reforçar a iodação do sal produzido no País, que actualmente representa entre 50% e 60% do mercado nacional. No entanto, os pequenos produtores continuam a enfrentar desafios na adequação dos seus produtos às exigências da fortificação. “Os maiores avanços foram alcançados na indústria de grande e média escala, mas a fortificação nos pequenos produtores ainda requer esforços adicionais”, sublinhou a coordenadora do programa. O ministro da Economia destacou a importância do programa no combate à desnutrição crónica, que afecta 37% das crianças moçambicanas com menos de cinco anos. “As deficiências de micronutrientes são um dos factores que contribuem para a desnutrição infantil. A fortificação dos alimentos de consumo massivo permite garantir o acesso a nutrientes essenciais de forma sustentável”, afirmou Muhate. O programa, que já assistiu mais de 200 indústrias nacionais, foi recentemente estendido a 100 pequenas moageiras, permitindo uma maior cobertura territorial. Para garantir a sua eficácia, o Governo está a rever o decreto que regula a fortificação de alimentos com micronutrientes industrialmente processados, com o objectivo de aperfeiçoar o quadro legal e ampliar a adesão ao programa. O ministro sublinhou ainda que os benefícios do programa já são visíveis em diversas comunidades rurais e grupos vulneráveis. “O impacto positivo da fortificação alimentar reforça a necessidade de garantir a sua expansão e de criar condições para que todos os produtores possam cumprir as exigências nutricionais estabelecidas”, concluiu Muhate.
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