Filipe Nyusi apela à profissionalização da CNE, mas activista diz que isso não faz sentido

Adriano Nuvunga diz que "... tudo quanto ele próprio (Nyusi) vem fazendo desde que ficou Presidente até agora, não conduz à profissionalização da CNE".


Escrita Por: Administração | Publicado: 4 years ago | Vizualizações: 54 | Categoria: Politica


 

O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, apelou à profissionalização da Comissão Nacional de Eleições (CNE), como forma de assegurar a transparência dos actos eleitorais, mas um activista de direitos humanos diz que este pedido não faz sentido, porque ele e o Partido Frelimo que dirige, não querem discutir a reforma da governação eleitoral.

Filipe Nyusi falava esta quinta-feira, 21, em Maputo, ao conferir posse ao Presidente da Comissão Nacional de Eleições, Carlos Matsinhe, e aos dois vice-presidentes do órgão, nomeadamente, Carlos Cauio e Fernando Mazanga.

O estadista moçambicano avançou que a profissionalização da CNE vai garantir a continuidade da memória institucional dos órgãos de administração eleitoral.

Entretanto, o director do Centro para a Democracia e Desenvolvimento (CDD), Adriano Nuvunga, diz que "o que o Presidente da República quer não é a profissionalização da CNE, porque tudo quanto ele próprio vem fazendo desde que ficou Presidente até agora, não conduz à profissionalização da CNE".

Nuvunga afirmou que Filipe Nyusi e o Partido Frelimo que ele dirige, "não querem discutir a reforma da governação eleitoral em Moçambique".

No seu entender, a profissionalização da CNE passa pela mudança da lei, pela mudança do figurino da governação eleitoral, "o que significa que a Comissão Nacional de Eleições deve ser reduzida para um número máximo de cinco membros, que devem ser encontrados através de concurso público documental e independente em relação aos partidos políticos".

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