Em 2020 a Lisnave apresentou lucros de 5,81 milhões de euros, o que compara com os prejuízos que tinha registado em 2019, que ascenderam a 1,95 milhões de euros. A empresa celebrou um acordo interno que estipula um aumento salarial de 1,9%.
Escrita Por: Administração | Publicado: 4 years ago | Vizualizações: 35 | Categoria: Empresas
Nos últimos 23 anos, o estaleiro da Lisnave, na Mitrena, já efetuou reparações e manutenções em navios que ascendem a um valor global de “2.420 milhões de euros e pagou um valor global de salários da ordem dos 1.382 milhões de euros”, informa o estaleiro do Sado.
Os estaleiros navais da Lisnave, na Mitrena, perto de Setúbal, concluíram esta quinta-feira, 25 de março, a Assembleia Geral de Acionistas, que decorreu em teleconferência, com aprovação unânime das propostas feitas pela administração da empresa, entre as quais se inclui uma gratificação de balanço de 750 mil euros a distribuir pela totalidade dos trabalhadores da Lisnave, SA, bem como gratificações aos trabalhadores das outras empresas do grupo, num valor superior a 750 mil euros, o que totaliza “globalmente a gratificação para todos os trabalhadores do grupo de um valor superior a 1,5 milhões de euros”, referiu o estaleiro presidido por José António Rodrigues, numa informação enviada ao Jornal Económico.
Em 2020, a empresa apresentou um lucro de 5,81 milhões de euros (o que compara com um prejuízo de 1,95 milhões de euros em 2019), referente a “um volume de vendas de reparação naval de 86,99 milhões de euros, mais 24,8 milhões de euros do que no ano anterior”, revela o estaleiro, adiantando que “o total dos rendimentos de exploração foi de 95,81 milhões de euros, isto é, cerca de 23,77 milhões de euros mais do que no ano de 2019, com o total dos gastos de exploração a ficar em 87,74 milhões de euros, mais 13,13 milhões de euros do que no ano anterior”. “A situação líquida fixou-se em 36,9 milhões de euros, valor que é cerca de 7,4 vezes superior ao valor do capital social”, revela a Lisnave. Em 2020 o estaleiro da Mitrena apenas reparou três navios nacionais, tendo efetuado 93,3% das suas reparações e manutenções de navios para clientes do mercado externo.
Ao nível do emprego no estaleiro do Sado, a Lisnave refere que teve encargos de 54,85 milhões de euros, o que “corresponde ao emprego equivalente médio de mais de 2000 trabalhadores por dia”. O exercício de 2020 foi concluído sem dívidas vencidas, quer aos trabalhadores, quer ao Estado, ao qual foram entregues em IRS, contribuições para a Segurança Social e impostos diversos, cerca de 3,97 milhões de euros, diz a empresa.
O estaleiro adianta que em 2020 os investimentos ascenderam a 1,13 milhões de euros, o que eleva o total investido pela Lisnave desde 2000 a 38,21 milhões de euros. Entre os maiores investimentos realizados desde 2008, destacam-se a reparação estrutural da Doca 20, a reparação da Ponte-Cais 3 e a reabilitação elétrica do estaleiro, que totalizam já 26,7 milhões de euros.
Ao nível salarial, a Lisnave celebrou um acordo interno que estipula um aumento salarial de 1,9%. No âmbito do plano de rejuvenescimento de quadros, a LisnaveYards procedeu à contratação de cinco técnicos, dois administrativos e sete especialistas, seis dos quais são engenheiros.
A estrutura acionista da Lisnave a 31 de dezembro de 2020 era controlada pela Navivessel, com 72,83% do capital social, mais a ThyssenKrupp com 20%, a Parpública com 2,97% e outros acionistas com 4,2%.
A Lisnave, no período que decorre desde o início do seu Plano de Reestruturação, no segundo semestre 1997, até ao final do exercício de 2020, “procedeu à reparação e manutenção de 2.624 navios, provenientes de mais de cinco dezenas de países de todo o mundo, a qual se traduziu em vendas de 2.420 milhões de euros, que incluem uns expressivos 2.270 milhões de euros (94%) para exportação”, adianta.
“Com esta atividade foi possível assegurar o pagamento de salários globais equivalentes a 1.382 milhões de euros e, ainda, entregas ao Estado, em contribuições para a Segurança Social, IRS e outros impostos, de cerca de 234 milhões de euros”, refere.
Em 2020 as medidas sanitárias e de controlo e proteção “importaram em custos de mais de 600 mil euros”, refere o estaleiro da Mitrena. No ano de 2020 a Lisnave procedeu à reparação e manutenção de 76 navios. A fatura média por navio fixou-se nos 1,145 milhões de euros, bem acima dos 864 mil euros registados em 2019 e dos 949 mil euros praticados em 2018, explica o estaleiro do Sado.
A principal frota mundial cliente das reparações da Lisnave – os petroleiros – está em redução. A Lisnave refere que em 2020 foram entregues aos armadores internacionais, um total de 233 navios petroleiros novos, o que compara com 325 petroleiros novos entregues em 2019, com uma capacidade de 23,6 milhões de toneladas de porte bruto correspondendo a 3,7% da capacidade de transporte da frota atualmente em operação, quando no ano anterior tinham entrado no mercado do transporte marítimo do petróleo navios com uma capacidade total de 38,1 milhões de toneladas de porte bruto, correspondentes a 6,1% da frota em atividade em 2019. Em 2020 foram vendidos para abate 48 petroleiros com uma capacidade total de 3,4 milhões de toneladas de porte bruto e em 2019 tinham sido abatidos 52 petroleiros, refere a Lisnave.
Também a frota de graneleiros sofreu uma redução a nível mundial em 2020, num ano em que “a procura de transporte marítimo mundial se reduziu em 3,8%, com o transporte de granéis líquidos a reduzir 7,4% e o transporte de granéis sólidos a reduzir 2,9%, verificando-se que o crescimento da oferta foi superior ao da procura em 10% no mercado de granéis líquidos e 6,7% no de granéis sólidos”, detalha a Lisnave.
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