Tuquia rejeita críticas de EUA sobre a repressão contra estudantes e LGBT

A Turquia rejeitou hoje as críticas dos Estados Unidos sobre a repressão exercida contra as manifestações de estudantes e as declarações do Presidente Erdogan contra a comunidade LGBT considerando tratar-se de "ingerência" em assuntos internos.


Escrita Por: Administração | Publicado: 4 years ago | Vizualizações: 62 | Categoria: Internacional


"Ninguém pode ingerir-se nos assuntos internos da Turquia", disse em comunicado o Ministério dos Negócios Estrangeiros de Ancara, pedindo contenção nos "discursos que encorajam ações ilegais".

Desde o início de janeiro que numerosos estudantes da Universidade de Bogaziçi, uma das mais prestigiadas da Turquia, situada em Istambul, protestam contra o novo reitor, Melih Bulu, nomeado pelo Presidente, Recep Tayyip Erdogan, sem consultar a comunidade universitária.

Erdogan comparou os manifestantes a "terroristas" e criticou fortemente a comunidade LGBT.

Os manifestantesforam acusados de insultos ao Islão por causa de uma exposição artística, por terem usadoa representação de um arco-íris junto a um local de culto.

"Não há nada igual à comunidade LGBT. Este país é patriótico e tem moral. Nós defendemos os nossos valores", disse na quarta-feira o Presidente da Turquia.

Em reação, os Estados Unidos exprimiram "preocupação" com o número excessivo de detenções durante os últimos dias e condenaram "firmemente a retórica" contra as minorias sexuais na Turquia.

Hoje, a diplomacia turca, no mesmo comunicado afirma que os países que criticam a Turquia "devem olhar-se ao espelho" acrescentando que "as imagens sobre o uso desproporcionado da força contra os civis nos vários países considerados democracias desenvolvidas ainda não foram esquecidas".

A nota não refere especificamente factos ou os países estrangeiros.

A polícia turca deteve esta semana várias centenas de manifestantes e usou a força para dispersar manifestações.

O Ministério do Interior da Turquia declarou hoje que foram detidas, em todo o país, 528 pessoas das quais 108 ficaram "sob controlo judicial", duas em prisão preventiva e as restantes foram libertadas.

Outras cinco pessoas foram presas hoje de manhã pela polícia que procura mais "três suspeitos", de acordo com informações prestadas pelo gabinete do governador de Istambul.

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