Deputados angolanos estão solidários com o sofrimento do povo marroquino
Os deputados angolanos manifestaram, domingo, solidariedade para com o povo marroquino atingido por um devastador terramoto na noite de sexta-feira, cujo epicentro foi a localidade de Ighil, situada 63 quilómetros a Sudoeste da cidade histórica de Marraquexe.
Escrita Por: Administração |
Publicado: 1 year ago |
Vizualizações: 84 |
Categoria: Politica
Uma mensagem assinada pela presidente da Assembleia Nacional, Carolina Cerqueira, divulgada, ontem, em Luanda, refere que os parlamentares angolanos receberam com muita preocupação a trágica notícia do sismo que afectou o território marroquino, cujos efeitos provocaram milhares de mortos e de feridos, criando uma situação de luto nacional no Reino de Marrocos.
"A Assembleia Nacional de Angola e eu própria solidarizamo-nos perante esta tragédia com os familiares das vítimas desta terrível catástrofe e com o povo marroquino, em geral, e manifestamos as sentidas condolências às famílias enlutadas”, sublinha Carolina Cerqueira.
A presidente da Assembleia Nacional reitera a amizade e solidariedade para com os deputados marroquinos, cujos laços institucionais foram reafirmados, recentemente, durante a última visita de parlamentares angolanos ao Reino de Marrocos.
Mensagem do Chefe de Estado
A propósito do terramoto ocorrido sexta-feira com uma profundidade de 18,5 quilómetros, o Chefe de Estado angolano, João Lourenço,manifestou sábado a solidariedade para com o povo marroquino, pelo sismo que causou mais de dois mil mortos e de feridos, milhares de desalojados e uma enorme devastação. Numa mensagem enviada ao Rei Mohamed VI, o estadista angolano manifestou a "mais profunda” consternação pela tragédia, em consequência do terramoto registado em várias regiões do Reino de Marrocos. "Em nome do Executivo angolano e no meu próprio, diante deste infausto acontecimento, apresento à Vossa Majestade e às famílias das vítimas as nossas condolências e solidariedade, neste momento doloroso para o povo marroquino”, escreveu João Lourenço na mensagem.
Segundo as autoridades marroquinas, foram registadas mortes em Al Haouz, Marraquexe, Ouarzazate, Azilal, Chichaoua e Taroudant. De acordo com o Serviço Geológico dos EUA, que regista a actividade sísmica em todo o mundo, o abalo ocorreu às 23h11 de sexta-feira.
O epicentro foi na localidade de Ighil, situada 63 quilómetros a Sudoeste da cidade de Marraquexe.
Prosseguem operações de busca e resgate dos sobreviventes
As operações de resgate dos sobreviventes do sismo que abalou Marrocos, na sexta-feira à noite, continuam, enquanto as equipas de ajuda internacional aguardam luz verde do Governo de Rabat para entrarem no país.
No terreno, a agência Associated Press descreve o esforço dos soldados e trabalhadores marroquinos para fazerem chegar água e alimentos às aldeias montanhosas, que ficaram em ruínas na sequência do mais forte terramoto em mais de cem anos, que causou 2.012 mortos e 2.059 feridos, dos quais 1.404 em estado grave.
Enquanto isso, as equipas de ajuda internacional permanecem "no limbo”, esperando que as autoridades marroquinas peçam, formalmente, ajuda, cuja demora já motivou algumas críticas de cidadãos nas redes sociais.
Ainda assim, os trabalhadores humanitários não param de chegar. Segundo Arnaud Fraisse, da organização Rescuers Without Borders, uma centena de equipas, num total de 3.500 elementos de todo o mundo, estão registadas na plataforma das Nações Unidas, prontas para partir para Marrocos mal haja luz verde do Governo de Rabat.
Segundo a AP, as Nações Unidas já têm uma equipa no terreno, em coordenação com as autoridades locais, para avaliar a ajuda internacional que será necessária.
Em resposta a um pedido bilateral das autoridades marroquinas, a Espanha também já enviou um avião da Força Aérea com 56 soldados e quatro cães especializados em operações de busca e resgate.
O Rei de Marrocos, Mohammed VI, ordenou que seja providenciada água, comida e abrigo a quem perdeu as casas e pediu que as mesquitas espalhadas pelo país rezassem pelas vítimas ontem (domingo).
O Exército marroquino mobilizou equipas especializadas de busca e resgate. Algumas lojas de Marraquexe já voltaram a abrir as portas, depois de o Rei ter encorajado a retoma da actividade económica e ter dado ordens para o início da reconstrução dos edifícios destruídos.
Mas, as pessoas circulam, sobretudo, nas ruas, temendo entrar em edifícios que ainda podem estar instáveis.
Segundo observou a AP, quem ficou sem tecto em Marraquexe dormiu nas ruas da cidade velha, enquanto nas zonas mais atingidas das montanhas do Atlas, como Moulay Brahim, se improvisaram camas.
A maior destruição verifica-se nas pequenas comunidades rurais, às quais os socorristas têm dificuldade em chegar, devido ao terreno montanhoso.
"Sentimos um forte abalo, parecia o apocalipse. Dez segundos e tudo se foi”, contou à AP Ayoub Toudite, morador em Moulay Brahim.
"Estava a dormir quando aconteceu o terramoto. Não consegui escapar, porque o telhado caiu-me em cima. Fiquei presa. Fui salva pelos meus vizinhos”, contou Fatna Bechar, também residente em Moulay Brahim.
O tremor de terra em Marrocos, cujo epicentro se registou na localidade de Ighil, 63 quilómetros a Sudoeste de Marraquexe, foi sentido em Portugal e Espanha, tendo atingido uma magnitude de 7,0 na escala de Richter, segundo o Instituto Nacional de Geofísica de Marrocos.
O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) registou a magnitude do sismo em 6,8. O Reino de Marrocos decretou três dias de luto nacional.
Fonte: jornal de Angola - https://www.jornaldeangola.ao/ao/noticias/deputados-angolanos-estao-solidarios-com-o-sofrimento-do-povo-marroquino/