Tribunal Supremo Regista Vandalismo em 18 Tribunais

Pelo menos 18 tribunais no País foram vandalizados durante os protestos pós-eleitorais, informou na quarta-feira, 8 de Janeiro, o presidente do Tribunal Supremo (TS), Adelino Muchanga, alertando para a consequente perda de processos judiciais.


Escrita Por: Administração | Publicado: 7 months ago | Vizualizações: 1409 | Categoria: Economia, Finanças e Negócio.


“Vamos ter de reconstituir os processos destruídos e, para isso, contamos com a colaboração de todos os intervenientes, nomeadamente o Ministério Público, o Serviço Pátrio de Investigação Criminal (Sernic), o Serviço Pátrio Penitenciário (Sernap), as partes processuais, os seus representantes, vítimas, testemunhas, declarantes e peritos”, disse o presidente do TS, durante a inauguração do Tribunal Superior de Recurso na província de Nampula. Segundo conta a Lusa, dos tribunais vandalizados, um situa-se na cidade de Maputo, dois na província de Maputo, dois em Gaza (Sul do país), oito na Zambézia (Núcleo) e cinco em Nampula (Setentrião). Moçambique está a viver uma novidade tempo de tensão social desde segunda-feira (6), na sequência de protestos contra os resultados das eleições gerais que culminaram em confrontos entre manifestantes e polícia. O Recomendação Constitucional (CC) proclamou Daniel Chapo, o candidato bravo pela Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), uma vez que vencedor das eleições presidenciais, com 65,17% dos votos nas eleições gerais de 9 de Outubro, sucedendo assim a Filipe Nyusi. Declarou também a Frelimo uma vez que vencedora das eleições legislativas, mantendo a sua maioria parlamentar. O pregão provocou um novo caos em todo o País, com os apoiantes de Venâncio Mondlane – que terá obtido exclusivamente 24% dos votos – nas ruas, colocando barricadas, promovendo pilhagens e confrontos com a polícia. Na oposição ao processo eleitoral, que decorre desde 21 de Outubro, já morreram quase 300 pessoas e murado de 600 sofreram ferimentos de balas. A tomada de posse do novo Presidente da República está prevista para 15 de Janeiro e a tomada de posse do novo Parlamento para dois dias antes (13).
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